Letras pequenas. Espaçamento entre as linhas também.
Me sinto como um cego tentando ler uma história em braile, mas com os pontos do braile formando um tapete persa. Foi complexo e profundo para você? Para mim também!. Mas fazer o que? O gênio que se empenhou em misturar filosofia, relacionamentos, braile e tapetes persas chama Tolstói e é russo, apesar do tapete persa.
Ana Karênina é sem dúvida a coisa mais complexa que já li. Mais do “As Crônicas de Nárnia e todosos seu simbolos. Mais do que “Neve” e todos os seu diálogos sobre política e religião. Arrisco dizer que é mais complexo até do que a Bíblia, com o amor e com a toda a guerra que existe nela. Até porque, Deus é simples ( não que Tolstói seja o diabo).
E o que tudo isso tem a ver com braile e o tapete persa?
Bom, Tolstói conseguiu escrever em um livro a história de sete pessoas completamente diferentes, mas ligadas entre so por um fato que agrada e desagrada algumas delas: todos pertencem a alta sociedade russa do início do século XX . Todos possuem maneiras únicas de interpretarem a vida. Esse é um trunfo que me impressiona demais nesse livro: como uma única pessoa consegue pensar, defender e atacar sete pontos de vista sobre situações complexas e delicadas, como relacionamento, comportamento, política e filosofia?
Genial.
Tudo bem. Ainda estou na metade do livro ( página 321) mas já sinto que uma guinada ( palavra comum no livro) está por vir.
Não vou implorar de joelhos ( como eu sempre faço) para que vocês leiam esse livro. Seria um pouco repetitivo.
Vocês já sabem: se eu falei do livro por aqui, é porque É PRA LER!!!!!
=)
Beijóts e bom resto de 19° dia 2009 pra vocês!!





RSS - Posts